
Museu de Arte Moderna, MAM RJ
Companhia Regina Miranda & AtoresBailarinos
apresentam

Direção e Coreografia Regina Miranda
Diretora Associada Marina Salomon
Diretoras Assistentes Adriana Bonfatti e Ligia Tourinho
Há 35 anos, A Divina Comédia, instalação cênico-coreográfica imersiva e itinerante, criada e dirigida por Regina Miranda, tomava forma ocupando todos os espaços do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, MAM RJ desde seu subsolo até a laje que cobria o antigo Galpão das Artes, passando por seus jardins e galerias de arte.
A estrutura dramatúrgica do espetáculo encenava todos os Cantos da obra de Dante e trabalhava a travessia entre os subterrâneos, jardins e salas de exposição do museu como forma de organização da cena, deslocamento do corpo e princípio espacial, dialogando de tal modo com a arquitetura do MAM que esta se tornou parte indissociável do espetáculo. Com 146 intérpretes e a participação de vários artistas plásticos, a instalação conquistou a cidade, “transformou o museu num paraíso”, como escreveu o cineasta Arnaldo Jabor na Folha de São Paulo, e se tornou um marco histórico na cena artística brasileira.
Em 2026, o Museu de Arte Moderna, MAM RJ é, mais uma vez, o espaço escolhido por Regina para sua reimaginação do texto de Dante como performance imersiva de grande formato, agora com o título RITROVAI A DIVINA COMÉDIA RIVEDERE. O espetáculo será realizado no dia 30 de Julho de 2026 com cerca de 100 artistas da dança, teatro, ópera e circo, - entre os quais a Cia. Regina Miranda & AtoresBailarinos, aproximadamente 20 integrantes da montagem original e 70 artistas convidadas/os - atuando em cenas simultâneas nos belos jardins do museu.
Para reativar as travessias entre territórios como modos de existência do corpo, a diretora propõe a dramaturgia do limiar e deslocamento, na qual os sentidos emergem não da possível permanência em cada espaço, mas da experiência de passagem entre eles. Assim, o espetáculo pulsa entre o já vivido e o instante presente, escuta as ressonâncias da primeira montagem, percebe o que dela permanece vivo no corpo-memória e cria uma experiência nova e coletiva, que celebra a força do corpo em movimento como arquivo vivo, embebido de espaço e em constante troca com seu entorno.




