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CONVOCATÓRIA LABAN 2024

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL
DO RIO DE JANEIRO
LABAN 2024:
TRANSCULTURALIDADE E TRADUÇÃO

01 A 03 DE AGOSTO DE 2024

COORDENAÇÃO DA CONFERÊNCIA

Regina Miranda, MSc, CMA e Ligia Tourinho, PHD, CMA

A Conferência Internacional do Rio de Janeiro LABAN 2024: Transculturalidade e Tradução visa reconsiderar o que é articulado como trans, no sentido de atravessar linhas, transcender fronteiras, traduzir diferenças e transitar entre idiomas e culturas. Nesse sentido, transculturalidade e tradução estabelecem compartilhamentos, mas também intervenções, subversões, contribuições e trocas, que ocorrem em contextos políticos, geográficos e ideológicos diversos.

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TÓPICOS DE INTERESSE

Estes podem incluir, mas não se limitam a:


• Parâmetros teóricos e/ou metodológicos que enfatizem como os conceitos de Laban e Bartenieff podem informar ou facilitar processos de mobilidade e trânsito.


• Abordagens Labanianas que considerem a dinâmica das mobilidades na produção de diversidade cultural.


• Caminhos que o Sistema Laban/Bartenieff pode oferecer para a percepção da diversidade como expressão de complexidade cultural.


• Transformação de LBMS e questões relacionadas à tradução e aos textos originais.


• LBMS hoje: Identidade cultural e formas de resistência às ideologias hegemônicas.

PÚBLICO ALVO

A Conferência está sendo projetada para reunir uma comunidade diversificada de profissionais, estudantes e pessoas pesquisadoras, que compartilham um interesse comum na interseção entre movimento, cultura e tradução.

 

O público-alvo para LABAN 2024: Transculturalidade e Tradução compreende profissionais e estudantes que se interessem por Laban, Bartenieff, Antropologia, Etnocoreologia, Sociocoreologia, Estudos Culturais e Movimento. Isso inclui, mas não se limitaria a:

 

Coreógrafos e Bailarinos

Pessoas que trabalham no campo da dança e movimento, especialmente aquelas que têm interesse em explorar as interseções entre a transculturalidade e a tradução no contexto do movimento humano.

 

Acadêmicos e Pesquisadores

Professores/as, pesquisadores/as e estudantes que se interessem por estudos culturais, antropologia, e áreas relacionadas e que desejem aprofundar sua compreensão sobre a aplicação do Sistema Laban/Bartenieff em contextos transculturais.

 

Profissionais de Tradução e Linguistas

Dado o enfoque na tradução, pessoas envolvidas no campo da tradução e estudos linguísticos podem encontrar valor nas discussões sobre como os conceitos de Laban se relacionam com a tradução cultural e linguística.

 

Analistas de Movimento

Especialistas em análise de movimento que se interessem por explorar como os princípios de Laban/Bartenieff podem informar a compreensão da diversidade em diferentes contextos culturais.

 

Estudiosos de Cultura e Sociedade

Principalmente pessoas que têm um interesse mais amplo em cultura, sociedade e suas representações através do movimento, especialmente no contexto da dança, teatro e comunicação não-verbal.

TRANSCULTURALIDADE E TRADUÇÃO

A transculturalidade é um conceito  que denota a constituição alterada das culturas, atualmente caracterizadas por misturas e interpenetrações. O conceito estabelece uma ruptura com visões homogeneizantes e separatistas, que insistem em estabelecer categorias "puras" em termos simbólicos, linguísticos e epistemológicos e permite pensá-las como misturas e permeações, capazes de criar áreas de circulação do desejo.


Percebemos a transculturalidade como uma dinâmica dramatúrgica que favorece a produção de diversidade e é fundamental para a compreensão da tradução como campo de pesquisa e estudos de movimento.
 

Questões de bilínguismo, hibridismo, fronteiras e o envolvimento do tradutor no processo de tradução, refletem múltiplas perspectivas e reafirmam a tradução como um evento que atravessa territórios, revela diferenças e encarna o transbordamento de idiomas e culturas.

LABAN EM ANTROPOLOGIA E ESTUDOS CULTURAIS
Paulay & Bartenieff no Projeto Choreometrics (Coreometrias)

Quando, em 1965, Forrestine Paulay e Irmgard Bartenieff se associaram ao Projeto Choreometrics, liderado pelo antropólogo Alan Lomax, trouxeram para ele o Sistema Laban (na época Effort/Shape), uma abordagem qualitativa já testada para avaliar e registrar dinâmicas de movimento.

 

Nos quatro anos seguintes, Bartenieff e Paulay coletaram e observaram exemplos filmados de danças de centenas de culturas e, através de um rigoroso processo comparativo, adaptaram os princípios de Laban para revelar diferenças intraculturais ou individuais no estilo de movimento, que poderiam facilitar a percepção de variações interculturais.

Uma das ideias que a equipe das Coreometrias se propôs a testar — e que exigiu a aquisição de enorme quantidade de imagens documentais — era que a dança resumiria o estilo de movimento de uma cultura, particularmente daquelas que nutriam as principais atividades produtivas em sociedades e eras pré-industriais. Para tanto, foi preciso coletar e examinar filmes de pessoas em seus trabalhos. A pesquisa mostrou que, de maneira geral, a dança espelhava os movimentos necessários para realizar as tarefas recorrentes de subsistência, que são ou já tinham sido fundamentais nessas sociedades em tempos específicos.

Em 1970, quando Bartenieff saiu para se dedicar ao Programa de Certificação de Analistas de Movimento de NYC, Paulay se tornou Diretora Associada do Projeto de Coreometrias e, durante o início da década de 1970, ela e Lomax expandiram ainda mais as Coreometrias: desenvolveram um sistema de codificação; selecionaram, montaram e analisaram inúmeros filmes; treinaram codificadores; analisaram dados; e produziram quatro documentários: Dance and Human History (1970), Palm Play (1977), Step Style (1977) e The Longest Trail (1984), recentemente reeditados. Paulay e Lomax também escreveram um livro ainda inédito, World Dance.

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